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Marcus Montenegro

Do sucesso na produção teatral à maestria na construção de carreiras

Esse carioca da Tijuca começou muito cedo a trabalhar como produtor – e isso significa uma carreira iniciada aos 17 anos. Recém-ingresso no curso de Publicidade, começou um estágio na Multivídeo, produtora de peças institucionais e corporativas; seguiu para a Globotec, fazendo programas como Pequenas Empresas, Grandes Negócios para a TV Globo. Uma escola e tanto. “Fui de estagiário a coordenador de produção em três anos”, lembra Marcus. “Em paralelo, abri minha empresa, a Briefing, produzindo a peça Os Desenhos Animados, estrelada por Flavia Monteiro e com direção de Paulo Afonso de Lima, além do show da Fafy Siqueira”. Foi um caminho sem volta. “Já estava querendo investir nos meus projetos e, mesmo convidado a integrar a produção de novelas da Globo, saí da Globotec”.

A convite de Wolf Maya, Marcus montou a Companhia do Lobo, que passou a dirigir, e produziu dois espetáculos – Blue Jeans e Ali Babá e os 40 ladrões – pelos quais recebeu os prêmios APTR e Coca-Cola de Teatro Infantil como Melhor Diretor de Produção. “Eu tinha 19 anos, fui capa de revista! Achei que era hora de arriscar”. Era 1994. “Conheci o Nilson Raman, que já produzia a Bibi Ferreira; detectamos uma afinidade e montamos a empresa, que já começou produzindo A Dama e o Vagabundo, infantil com Adriana Esteves e Selton Mello, e o adulto Era uma Vez, com Cristina Oliveira e Fábio Assunção. Fafy continuava na linha de humor e Andréa Veiga entrou no infantil”.

Não demoraria para a atividade de agenciamento se juntar à produção de espetáculos, com a entrada de Nathalia Timberg em 1995. “Nossos primeiros agenciados, além da Natália, foram Bibi Ferreira, Mauro Mendonça e Rosamaria Murtinho”. Pouco tempo depois, em 2000, o perfil da MR se expandiu ainda mais, começando a delinear a empresa em que se transformou: “Decidi que meu know-how do dia a dia da produção seria uma ferramenta espetacular para um salto de qualidade”. Aos poucos, Marcus foi traduzindo essa visão numa estrutura integrada e focando progressivamente em produção de conteúdo: um dramático upgrade no tipo de agenciamento tradicional. “Comecei a imaginar uma integração das áreas de atendimento, imagem e promoção, criando oportunidades, propondo conteúdo, proporcionando caminhos de desenvolvimento artístico aos agenciados, para oferecer ao mercado o profissional mais preparado possível”. A Montenegro e Raman criou núcleos de trabalho em elenco, assessoria de imagem, de imprensa, produção, um modelo completo.

As parcerias com o mercado – editoras, gravadoras, emissoras de TV – se somaram à produção de conteúdo e ao licenciamento de negócios. A estratégia para gerenciar a carreira dos artistas passou a ir muito além da mera administração dos trabalhos. “Nós descobrimos e também criamos as oportunidades, com um olhar permanentemente proativo”. Atualmente, as oportunidades não são apenas descobertas: são criadas. E entre os agenciados, além dos artistas no palco ou frente às câmeras, existem os diretores e autores. “Estou inclusive investindo na produção de argumentos meus para TV e cinema; faço sugestões de programas, peças e filmes aos parceiros como as editoras e emissoras de TV a cabo; com a experiência, hoje consigo identificar as correntes mais férteis do mercado e também abrimos novas trilhas com visão empresarial”. Entre elas, o forte investimento em licenciamento que o apurado tino de Marcus se empenha em fortalecer.

A criação do Instituto Montenegro e Raman, em 2010, foi um dos mais impactantes resultados dessa visão. “Sabemos avaliar os fatores decisivos para as carreiras de nossos agenciados – e um desses fatores, certamente, é o aprimoramento cultural. O Instituto nasceu para registrar as histórias de grandes carreiras, oferecer um precioso acervo de consulta e aumentar a bagagem cultural dos artistas e do público. Nossas atividades são todas bancadas pela empresa e abertas ao público. Os jovens atores frequentam cursos de desenvolvimento de conteúdo. Só a gente tem”.

O jovem estagiário que pisou numa produtora de vídeo hoje navega com segurança, e o leme fica na espaçosa cobertura no Downtown, na Barra da Tijuca. “Comecei como produtor; em algum momento, começaram a me chamar de empresário; hoje, sou um agente. Minha missão é ampliar a visibilidade do artista e potencializar sua presença no mercado. Não é somente procurar trabalho para ele, ou mudar a imagem dele; é fazê-lo enxergar um novo horizonte”. É nesse lugar que o agente Marcus Montenegro quer estar – decididamente, agindo, criando, transformando, aperfeiçoando, atendendo ao mercado e transformando, sempre, ideias em oportunidades. “É o que eu quero ser, cada vez mais: um criador de oportunidades para os nossos talentos e um vendedor de boas ideias”.